19 de março de 2011

Ser fiel...


O homem ou a mulher que resolve pular a cerca, ou mesmo conviver com vários casinhos ao mesmo tempo, está sempre pisando em ovos. Nunca sabe quando pode ou não atender um celular, quando deve simplesmente pegar uma gripe e sumir por uns dias, não sabe se alguém o viu por aí de mão dadas ou tomando uma severjinha num bar escondido, se um “AMIGO” picareta, dedo duro está no seu encalço. A infidelidade requer muita habilidade, é um negócio de alto risco somente comparado a investimentos na bolsa e aos esportes radicais, ou seja, é uma ameaça para possibilidade de grandes perdas, um tombo, um flagra um vexame e, na pior das hipóteses, de um crime passional ou seja, um crime cometido por amor . Quer correr o risco?
Já os fiéis, não aqueles da igreja, mas os amantes, estes levam a vida de forma muito mais tranqüila, o celular pode tocar a qualquer momento, o coração nunca dispara pelo medo de ser surpreendido em atos suspeitos, o final de semana às vezes é um saco, somente no sofá, mas às vezes também rola uma farra em num sítio ou uma ótima balada, sempre na mesma companhia, com o território demarcado, coração ocupado, além de um relacionamento harmônico que só o tempo de convivência pode trazer.

“Amar para ser amado, querer para ser querido, mas nunca ser fiel para ser traído.”

E os velhos votos de casamento: "Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?"
Porque não: “ Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?”
Acho que assim seria bem melhor, difícil seria cumprir o prometido.  Por mais que nos esforcemos não conseguimos para de “tentar” controlar a vida de quem amamos, mesmo que seja para o seu bem, onde fica a invidualidade prometida ?
Quando casamos, além de nossa identidade pessoal, passamos a viver também uma identidade conjugal que pode ser definida como sendo os projetos do casal, gostos e atividades do casal. Certamente viver esta identidade conjugal é, a princípio, muito prazeroso.
Porém, viver somente a vida conjugal, deixando de lado atividades que eram importantes antes da união pode causar, com o tempo, desgaste e frustração. Se afastar dos amigos, deixar de praticar aquele esporte ou hobbie favoritos para estar com o parceiro (a) pode ser, a longo prazo, muito ruim.
Afinal, ser fiel não é uma obrigação, mas sim uma atitude honrosa de pessoas que se amam, que se respeitam e sobre tudo, que dão valor aos verdadeiros sentimentos e não os confundem com aventuras. e a fidelidade deve ser usada em tudo na vida; ser fiel aos amigos, com a família, aos seus princípios. sem passar por cima das pessoas .. ele independe de sua orientação sexual, cultura e classe social; e fidelidade está na mente e coração, naquilo que você é, no seu caráter.

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